Correção do solo é alternativa para melhorar produção dos cafezais

Correção do solo é alternativa para melhorar produção dos cafezais

03 abr Correção do solo é alternativa para melhorar produção dos cafezais

Em Timburí (SP), cafeicultor prevê aumento da produção de mais de 100% após correção de calcário micronizado

A safra de 2025 de café no Brasil deve ser 4,4% menor comparada a do ano passado, segundo a última estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento do Brasil (Conab). As adversidades do clima, como as altas temperaturas no início do ano e a falta de chuvas nas fases de floração, devem resultar em uma colheita de 51,8 milhões de sacas no café. No ano passado, foram 54,2 milhões de sacas.

O cenário desafiador encontrado no campo tem levado os cafeicultores a buscarem alternativas para melhorarem a capacidade produtiva dos cafezais. Em Timburí (SP), o produtor rural Claiton Sandro Corcovia está na contramão das estimativas da Conab, após realizar a correção do solo em sua propriedade.

Após fazer uma análise do solo de sua plantação, Corcovia aplicou o calcário micronizado e obteve um ótimo resultado. Ele prevê, para a safra deste ano, colher 125 sacas/ha. Em 2024, o cafeicultor colheu apenas 60 sacas/ha.

Segundo o químico Cláudio Monteiro, da Massari Mineradora, o calcário micronizado tem a capacidade de percolar (passagem de líquido através de um meio para filtrá-lo ou extrair substâncias) no perfil do solo e neutralizar o alumínio tóxico com a elevação do pH, para tirar a acidez, corrigindo, assim, o terreno.

Monteiro explica que, no caso do cafezal de Corcovia, os técnicos da empresa realizaram a análise do solo, que já tem sete anos, e perceberam a alta acidez, o que poderia estar prejudicando os pés de café. O produto indicado é com base em calcário micronizado, além de outros elementos.

“Foi também realizada uma mescla de calcários, que possui uma distribuição granulométrica adequada para que as partículas maiores possam contribuir com o poder residual do produto no solo ao longo do tempo. Com isto, elevou-se a concentração do cálcio e do magnésio (proveniente do calcário) e também do enxofre (proveniente da mistura de gesso agrícola e enxofre elementar) em superfície e em subsuperfície”, declara.

Fósforo para elevar pH do solo

Após a aplicação do produto, os técnicos também observaram uma elevação do pH do solo, houve o fenômeno da sisponibilização do nutriente fósforo que estava aprisionado no solo.

A mistura utilizada no cafezal do produtor também continha a rocha natural Ulexita, extraída da Bolívia, que tem em sua constituição química o elemento boro de ação gradual.

“Não resta dúvidas de que houve resposta da plantação também pela ação do elemento Boro. O cafezal de sete anos apresentou uma ótima resposta, fazendo com que tenhamos a estimativa de chegar entre 120 e 125 sacas por hectare nesta safra. Agora é aguardar até o mês de maio deste ano para que se possa medir a produtividade”, destaca Monteiro. Para efeito de comparação, a média brasileira da safra de 2025 será de 28 sacas por hectare, de acordo com a estimativa da Conab.

Para o produtor, a utilização do produto trouxe esperança de melhorar o seu desempenho em uma safra complicada. “Desde que passamos a realizar a correção adequada do solo, percebi que a produção melhorou consideravelmente e o aspecto da lavoura também”, afirma Corcovia.

O químico da Massari ressalta que uma nova dose do produto deverá ser aplicada na plantação, devido à grande exportação de nutrientes que deve ocorrer. “Desta vez serão acrescentados à mistura o fósforo extraído de uma rocha do Peru, conhecido popularmente como Bayovar (fosfato natural reativo – FNR), e também uma fonte de potássio de rocha in natura e zinco”, complementa.

Fotos: LINK AQUI
Crédito: Acervo Pessoal
Fonte: LINK AQUI

Deixe seu comentário